Entrevista com o grafiteiro Megaz


Mais uma entrevista achado no blog da SubsoloArt.com, dessa vez com o grafiteiro Megaz de São Paulo.

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Qual sua idade, cidade/estado…?
Tenho 25 anos, sou de São Paulo Capital e não troco essa cidade por nenhuma outra rsrs.

O que você assina e por que você resolveu colocar esse nome?
Assino MEGAZ, esse nome nasceu quando o MEGAZ era um grupo, daí foram parando um a um e eu continuei.

Assina em crew? O que significa?
Faço parte da NGF (Não Gosto de Fofoca) assino ela com o Sapão e com o SIR81, e atualmente tenho forçado as vistas alheias com o BANGJUMP essa to curtindo mais que tudo, essa surgiu de uma zueira em buteco saindo de uma gíria aqui de SP que costumam dizer que é BANG, daí BANG pra lá, BANG pra cá fizemos a crew BANG JUMP;

Desde que ano você viu que se envolveu com a arte de rua? Conte-nos um pouco sobre como foi o início, o que o fez buscar o graffiti?
Comecei em 1999 quando estava no colégio, coisa de bairro, porem vi que gostava de verdade, lutei pela evolução, já passei por várias fases no graffiti e tenho aprendido bastante.
Comecei por impulso, passei por alguns problemas com policiais do bairro que queriam de algum jeito me fazer parar, mais a vontade foi mais forte que os “ZÉ POVINHO”

Como foi o processo de evolução para seu estilo, quais são suas inspirações em seus trabalhos?
Como toda base na nossa evolução é o estudo comigo não foi diferente, sempre busquei informações de todo o tipo, como posicionamento, sombras e principalmente a trabalhar com cores para se obter um bom resultado, algumas boas inspirações em letras que tive foram NÓIS (na época de 2000), NOVE, DARE, ATOM entre outros.

Diga os nomes de quem mais você admira e se identifica nos rolês.
Ultimamente tenho tido referencias não por nomes mais sim por gênero, tipo a pixação que é uma coisa que sempre admirei e tento trazer isso para o graffiti da minha forma é claro, vou espalhando por toda a cidade assim como fazem os pixadores que estão em todos os cantos.

Aonde e qual foi a oportunidade de trabalho em que mais lhe trouxe satisfação, em que viu que seu trabalho estava realmente sendo reconhecido?
Fiquei bem feliz quando comecei a ver meus graffitis em algumas revistas da época, porem hoje em dia é muito bom encontrar algumas pessoas de vários cantos de SP e eles comentam que sempre vêem minhas letras próximos de onde eles residem.

Você consegue viver da arte ou tem que trabalhar por fora? Se sim, como é poder viver da arte e como este tipo de trabalho é valorizado no brasil?
Cara realmente a arte pra mim é um HOBBIE uso pra me divertir e desestressar, geralmente o cara quer dar uma relaxada no fim de semana jogando uma bola, passeando em algum parque, fazendo uma viagem, mais pra mim é sempre divertido estar pintando aos domingos com os camaradas.

O que você acha que um bom artista urbano precisa ter, para ser bem sucedido em seu meio?
Cara na minha opinião pro cara ser um bom grafiteiro ele precisa gostar pois não é fácil o cara trabalhar, gastar com tinta entre outros gastos que se tem no role e ainda sim continuar.

Desde que você começou, até agora, o que mais mudou e o que continua na arte de rua?
O graffiti hoje em dia está muito mais fácil e acessível, quando comecei “apanhamos” muito para aprender a manusear as latas de spray nacionais que eram puro solvente, hoje em dia quem começa já saí comprando lata importada com mais pigmento, com CAPS próprios para cada ocasião e tem a internet que serve muito para todo o tipo de informação.

Qual época você mais curtiu dar roles? Porque?
A época que mais curti foi a época que comecei a evolução no meu trabalho foram resultados muitos satisfatórios.

Melhores viagens, rolês inesquecíveis?
Sempre tem alguma coisa que guardo de cada role, sempre é uma nova história.

O que, em sua opinião vem a ser o graffiti? … Ele é legal, ilegal, bonito, feio, da rua, da galeria… o que você de todos estes “suportes” e “características” que são derivados do mesmo?
Graffiti tem que ser de verdade, quem gosta, gosta, quem não gosta leva de moda e depois para, entre ser legal, ilegal enfim isso não importa acredito na minha opinião que o que vale mais é a vontade, porem essa vontade tem que vir não apenas de pintar, mais sim de estudar e estar em constante evolução.

Quanto a pichação, qual a sua opinião em relação a esta arte urbana?
Admiração e respeito.

Qual o pior erro para um grafiteiro?
Encarar como moda.

O que você diria para os que estão começando agora? Deixe um recado para quem está lendo esta entrevista.
Que busquem informações e aprendizado ao invés de ficar na internet e achar que ficar em rede de relaciomento discutindo que é mais ou menos que o outro não tem nada a ver, vai pra rua e descobre o que ela pode te proporcionar.
Quero agradecer a alguns amigos que sempre estão juntos não só no graffiti mais em outras necessidades, pois acredito que CREW é sinônimo de amizade. Abraço SIR81, CUSPE, CHIPS, SAPÃO, MIRAGE aos novos parceiros do role MAGROS, NILO e pra todos que admiram meus trabalhos.

Bang Jump, Grafite de Megaz, São Paulo
Bomb do grafiteiro Megaz de São Paulo
Bomb do grafiteiro Megaz de São Paulo

Entrevista com o grafiteiro Megaz de São Paulo
Entrevista com o grafiteiro Megaz de São Paulo, Capital
Entrevista com o grafiteiro Megaz de São Paulo

Graffiti de Megaz - São Paulo Capital - 2007
Graffiti de Megaz - São Paulo Capital - 2008
Graffiti de Megaz em Taboão da Serra, SP

Graffiti de Megaz, São Paulo, SP
Grafiteiro Megaz pintando cargueiros em Caucaia do Alto
Nilo e Megaz pintando em Caucaia do Alto, Cotia, SP

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Uma resposta para Entrevista com o grafiteiro Megaz

  1. vishh brother muito obrigado pela citação do site!!!

    Seus posts tão muito bons heim!! vou seguir acompanhando mano!!! qualquer coisa tamo ai!!! abração!!!

    http://SubsoloArt.com

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